Dr. André Fuck

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Deficiência de vitamina D

 

A vitamina D é uma substância essencial para o corpo humano e sua ausência pode ocasionar uma série de complicações, sobretudo a nível osteomuscular. Foi descoberta em 1922 e denominada de vitamina, pois acreditava-se que só poderia ser obtida dos alimentos. Porém, já se sabe que ela é, na sua grande maioria, produzida pelo organismo quando exposto ao sol e apresenta características que podem caracterizá-la como um hormônio, participando assim de uma série de funções vitais no organismo.

 

A principal fonte da vitamina se dá por meio da exposição solar, sendo responsável por até 90% da quantidade que o corpo produz e armazena. Isso se dá por meio dos raios ultravioletas do tipo B (UVB), que são capazes de ativar a síntese desta substância. Alguns alimentos, especialmente peixes gordurosos, gema de ovo e derivados de leite também são fontes de vitamina D, mas devemos lembrar que não conseguimos extrair dos alimentos quantidades suficientes para manter os níveis desta vitamina em equilíbrio. Ela também pode ser administrada na forma de suplemento, quando há deficiência, ou para a prevenção e tratamento de uma série de doenças.

 

Atualmente vivemos um grande problema de carência de vitamina D. Isso ocorre por diversos fatores, mas se deve essencialmente pela baixa exposição solar. Em ambientes urbanos, onde as pessoas passam muito tempo em locais fechados, cerca de 80% delas são carentes desta vitamina. O combate à exposição solar pelo risco do desenvolvimento de câncer de pele ou por motivos estéticos, por exemplo, levou as pessoas de um extremo a outro. Hoje não se passa poucos minutos no sol sem que a pessoa se proteja dos pés à cabeça. E o preço disso é a falta de produção dessa vitamina tão importante, pois o nosso organismo precisa dos raios UVB para ativar a produção, e o filtro solar os inativa.

 

Em nossa região, isso vem se tornando mais grave pela baixa quantidade de sol que tivemos no decorrer dos últimos anos, especialmente nos meses de inverno. As pessoas que mais sofrem com a baixa nestes níveis são os idosos, as crianças e gestantes, mas em geral todos saem perdendo com a falta desta vitamina.

 

Contudo, a boa notícia é que a deficiência pode ser revertida de maneira simples. Alguns minutos de exposição solar sem protetor são suficientes para produzir vitamina para o dia todo. Se ficarmos 10 a 15 minutos no sol em dois a três dias na semana, com o rosto, braços e pernas expostos, já produzimos quantidades suficientes para o período. Se for ficar exposto por períodos superiores a este, recomenda-se então o uso de protetor solar. Fazer atividades ao ar livre, seja praticando esportes ou indo à praia, são algumas formas de fazer isso rotineiramente. Também é possível fazer esta correção por meio de suplementação, em cápsulas ou gotas, lembrando que neste caso deve existir orientação médica, visto que quantidades excessivas também podem ser prejudiciais.

 

Dos benefícios comprovados desta vitamina, o mais estudado está relacionado à saúde dos ossos. Ela é responsável pela absorção do cálcio pelos intestinos e fixação do mesmo no tecido ósseo. Com isso, reduz o risco de fraturas, de osteoporose na vida adulta, de raquitismo na infância e de problemas relacionados à falta de cálcio, fósforo e magnésio, além de manter o osso saudável e forte. Também atua no tecido muscular, promovendo sua saúde e força. Pessoas com deficiência tendem a ter um desempenho muscular pior, além de problemas de dor e maior risco de lesões e quedas.

 

Mais recentemente, estudos vêm apontando a importância desta vitamina no fortalecimento do sistema imunológico, na prevenção e tratamento de problemas cardiovasculares, diabetes, doenças autoimunes e diversos tipos de câncer. Muito ainda está sendo estudado e não se tem certeza de todos os benefícios que esta vitamina proporciona, mas sabendo que, de uma maneira tão simples, podemos mantê-la em níveis adequados, vale a pena correr o risco do contrário?