Dr. André Fuck

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Endocrinologista

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Dicas para o uso contínuo de medicamentos

 

Na Endocrinologia, assim como em outras especialidades clínicas, existem inúmeras doenças de caráter crônico, ou seja, que não são curáveis com os tratamentos disponíveis atualmente. Isto torna muito comum a necessidade do uso contínuo de medicamentos, alguns deles tendo várias tomadas ao dia.

 

É sabido que aproximadamente metade das doses dos remédios de uso contínuo não são tomadas de forma correta, seja pela falta de orientação do próprio médico, pela automedicação, pelo esquecimento do paciente, pela tomada em hora inadequada ou de maneira errada, ou mesmo pela sensação do próprio paciente de que já "toma muito remédio", e por conta decide suspender alguns deles.

 

Isso torna o problema da doença crônica ainda maior, pois além de não tratar adequadamente e de ficar exposto aos potenciais riscos de cada enfermidade, a pessoa ainda corre o risco dos efeitos colaterais relacionado ao uso incorreto das medicações. 

 

Seguem aqui algumas dicas para evitar os esquecimentos e tomadas inadequadas das medicações:

 

  • Faça sempre uma reavaliação com seu médico, assim, a receita sempre vai estar atualizada de acordo com a sua necessidade atual.

 

  • Cobre do seu médico uma receita legível ou impressa e a explicação detalhada de como tomar cada tipo de medicação, seja pelo horário, se deve ser tomado em jejum ou com alimento, se pode ser tomado junto com outros medicamentos, para que serve cada um deles, como armazená-los, etc.

 

  • Tente solicitar ao seu médico assistente que unifique as receitas. É muito comum a pessoa acompanhar com especialistas que irão fornecer receitas separadas, o que pode gerar bastante confusão, perda de receitas, além do risco de usar medicamentos similares para um mesmo objetivo, sem necessidade. O ideal é que o médico conheça tudo o que o paciente toma e faça isso em uma receita única.

 

  • Cuidado com a "empurroterapia", ou seja, nunca tome medicamentos que foram receitados pelo parente, vizinho, amigo ou até mesmo pelo farmacêutico. Mesmo quando existe boa intenção, nenhuma dessas pessoas está adequadamente informada do real risco e benefício de tal terapia. Lembre-se, não existe medicamento livre de risco e algo que fez bem para uma pessoa pode não fazer bem para a outra.

 

  • Pacientes idosos ou com algum grau de dificuldade no entendimento devem comparecer às consultas com algum familiar que se responsabilize pelo gerenciamento das medicações.

 

  • Quando for viajar, leve consigo a receita médica, assim evita-se confusão nas tomadas e problemas com alfândega e imigração. Em caso de dúvidas no transporte de medicamentos líquidos e comprimidos, consulte a ANVISA e a ANAC.

 

  • Por fim, lembre-se sempre dos três mandamentos do uso correto de medicamentos:

    • Medicamento certo

    • Na dose certa

    • Na hora certa